A matrícula conta uma história — mas a compra exige ler além dela
Uma matrícula sem penhora é um bom começo, não uma conclusão. O risco do negócio também pode estar na parte vendedora, na construção, nas dívidas ou nas condições do contrato.
Antes de assinar, verificamos o imóvel, as partes e o contrato. Durante o negócio, transformamos os riscos encontrados em condições, garantias e decisões documentadas.
Uma operação imobiliária combina três análises: o imóvel, as pessoas e o contrato. Uma matrícula aparentemente regular não elimina riscos ligados ao vendedor; certidões negativas não corrigem uma cláusula mal distribuída; e um bom contrato não substitui a regularidade registral.
A due diligence organiza essas camadas. Ela examina a titularidade, a cadeia de transmissões, os ônus, a situação fiscal e condominial, a regularidade da construção e os litígios ou fatos capazes de afetar a operação. O objetivo não é prometer risco zero, mas permitir que o cliente decida conhecendo o que foi encontrado.
Quando o negócio continua, os apontamentos são convertidos em providências: documentos a apresentar, baixa de gravames, retenção de valores, condições para pagamento, garantias, declarações e hipóteses de resolução.
A análise deve começar antes da proposta vinculante ou, ao menos, antes do pagamento irreversível. Recebemos os documentos disponíveis, identificamos o perfil das partes e definimos quais pesquisas são proporcionais ao valor e à complexidade do negócio.
O resultado é apresentado em linguagem de decisão: risco identificado, impacto possível, evidência disponível e providência sugerida. Um apontamento pode impedir a operação, exigir uma condição para fechamento ou apenas demandar ciência expressa do comprador.
Com a decisão de prosseguir, o contrato passa a refletir a diligência realizada. A assessoria acompanha o cumprimento das condições, a assinatura, os pagamentos, a escritura e o registro — porque a conclusão comercial do negócio não encerra a etapa jurídica.
Não. A pesquisa precisa ser definida conforme domicílios, atividade, participação societária e características do negócio. Além disso, certidões devem ser interpretadas em conjunto com a matrícula, os documentos do imóvel e o contrato.
A intermediação imobiliária e a assessoria jurídica têm funções diferentes. A revisão independente considera o interesse jurídico do cliente, aprofunda os riscos e ajuda a transformar os achados em cláusulas e condições de fechamento.
Não. Alguns riscos podem ser eliminados antes da assinatura; outros podem ser tratados com garantias, retenções ou condições. Há também situações em que a recomendação pode ser não prosseguir. A decisão depende da gravidade e da tolerância do cliente.
É possível estruturar a operação, mas devem ser examinados os herdeiros, as dívidas, a forma de alienação, a necessidade de autorização e o momento correto do pagamento. A solução muda conforme a via e o estágio do inventário.
O escopo pode alcançar desde a diligência inicial até o registro da aquisição. Isso evita que exigências de cartório, documentos pendentes ou condições não cumpridas fiquem sem acompanhamento após a assinatura.
Se a auditoria revelar falha na matrícula, veja Regularização Imobiliária. Para estruturar os instrumentos do negócio, conheça Direito Contratual. Se o bem integra herança ou partilha, acesse Família e Sucessões.

Matérias do escritório que tratam de questões recorrentes nesta área.
Uma matrícula sem penhora é um bom começo, não uma conclusão. O risco do negócio também pode estar na parte vendedora, na construção, nas dívidas ou nas condições do contrato.
Morar, conservar e pagar os encargos por muitos anos forma uma história relevante. Para que ela chegue ao registro, porém, é preciso identificar o fundamento jurídico e provar seus requisitos.
Em determinados planejamentos, é possível antecipar a transmissão da nua-propriedade e preservar o uso ou os frutos do bem. O resultado depende do desenho, das cláusulas e do registro.
A reunião inicial serve para entender o cenário e indicar qual levantamento documental é necessário. Retorno em até um dia útil.